Boca e saúde mental
O estresse afeta a gengiva e o bruxismo?
O estresse crônico associa-se a um quadro pior da gengiva e aparece ligado ao bruxismo de vigília, o hábito de apertar os dentes acordado. A relação é de associação e a certeza científica ainda é baixa. Cuidar do estresse e cuidar da gengiva caminham juntos.
Em resumo
O estresse crônico aparece associado a pior saúde da gengiva, provavelmente pela via do cortisol, e ao hábito de apertar os dentes acordado. A certeza dessas associações ainda é baixa, e o bruxismo do sono é diferente do bruxismo de vigília. Cuidar do estresse e da boca caminha junto, sem que um seja causa direta do outro.
- O estresse crônico associa-se a pior quadro da gengiva.
- Aparece ligado ao bruxismo de vigília.
- A certeza ainda é baixa; é associação, não causa.
O corpo, a mente e a gengiva
O estresse prolongado eleva o cortisol, e níveis mais altos de cortisol na saliva aparecem associados a formas mais ativas da doença da gengiva.1 É uma via plausível, ainda que a certeza dos estudos seja baixa.
Estresse e bruxismo
O estresse também aparece ligado ao bruxismo de vigília, o ato de apertar os dentes acordado.2 Vale a distinção: o bruxismo do sono tem outros mecanismos e não deve ser confundido com o de vigília. A relação, aqui também, é de associação.
Como eu cuido disso na prática
Eu observo os sinais de apertamento e de inflamação e converso sobre o contexto de vida quando faz sentido. Cuidar do estresse é parte da saúde, e a boca acompanha esse cuidado, sem virar diagnóstico psicológico.
Perguntas frequentes
O que as pessoas perguntam.
O estresse piora a gengiva?
O estresse crônico aparece associado a um quadro pior da gengiva, provavelmente pela via do cortisol. A certeza dos estudos ainda é baixa, e é associação, não causa direta.1
Ranger os dentes tem a ver com estresse?
O estresse aparece ligado ao bruxismo de vigília, o apertar os dentes acordado. O bruxismo do sono é diferente e tem outros mecanismos. A relação é de associação.2
Como sei se a minha gengiva está inflamada?
A atividade inflamatória da gengiva pode ser avaliada de forma objetiva na avaliação odontológica. Sangramento, vermelhidão e sensibilidade são sinais que merecem atenção.
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Referências
De onde vêm estas afirmações.
- Botelho J, Machado V, Mascarenhas P, et al. Stress, salivary cortisol and periodontitis: revisão sistemática e meta-análise. Archives of Oral Biology, 2018. Ler a fonte
- Chemelo VS, et al. Is There Association Between Stress and Bruxism? Revisão sistemática e meta-análise. Frontiers in Neurology, 2020. Ler a fonte
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